Lilypie Third Birthday tickers

Lilypie Third Birthday tickers

Lilypie Second Birthday tickers

Lilypie Second Birthday tickers

Planos

Algumas pessoas já sabem dos meus planos de curto/médio prazo, mas não sei se todas. Meus planos incluem abrir uma loja lá para agosto. Uma loja de artigos infantis. Uma loja que tem sido sonhada, planejada e desejada. Como uma terceira filha. E eu não páro de pensar nela.

Já passei noites em claro, perdi o retorno no trânsito e o capítulo da novela pensando nela. Já sentei por horas a fio na frente deste computador dando forma ao meu sonho. Já documentei em Word, Excel, Photoshop o que eu pretendo fazer dela/com ela. E já dei alguns passos para tornar realidade.

Um desginer querido fez a logomarca e, diga-se de passagem, ficou maravilhosa! E hoje fui ver o projeto dos móveis. Lindos. E com isso os planos se tornam mais próximos de serem concretizados. Hoje também chegaram os papéis da imobiliária de onde alugaremos o ponto (já escolhido e adorado). E assim vai dando friozinho na barriga.

Na próxima semana estarei em São Paulo curtindo colinho da família e correndo atrás de novidades para a loja. Visitarei confecções, conhecerei outras lojas, farei uma pesquisa de mercado. Tudo isso vai dando forma ao meu projeto de vida.

É, é um projeto de vida, um projeto que, como a maioria, exige sacrifícios. E estamos prontos para enfrentá-los. Serão sacrifícios financeiros e, principalmente, de tempo. O precioso tempo que passo com minhas filhas será reduzido. E bota reduzido nisso. A Lia deve passar para período integral na escola e a Marina vai ficar comigo na loja e/ou em casa com a "Didi". Restar-me-á  aproveitar todo o tempo com elas com qualidade.

É um projeto de vida. Se vai durar boa parte da minha vida, eu não sei, espero que sim. A não ser que eu ganhe 70 milhões na Mega (e não foi desta vez pq já vi os números sorteados e não são os meus), aí largo tudo. Mas, como as chances da Mega são ínfimas, agarro-me à possibilidade de ter sucesso na loja. (Meu marido tb se agarra na possibilidade da loja dar super certo e ele poder largar o emprego dele! Hahaha)

-- Resolvi falar disso hoje porque estamos chegando na Páscoa, que ilustra o renascimento. E é o meu renascer profissional. O renascer de um sonho. O renascer da Flávia que sai de casa, trabalha, é economicamente útil, socializa. Não vejo a hora desse renascimento acontecer.--

Brincadeiras

Esses dias fiquei sabendo, pela minha cunhadinha, de um livro chamado "Eu era uma ótima mãe até ter filhos" e, obviamente, já me imaginei nele, como inúmeras outras mães. Parece que o livro aborda assuntos que a gente costumava discutir com tamanha certeza, bradar aos quatro cantos que faria assim ou assado quando tivesse filhos e que na hora H acabamos fazendo diferente.

Ela comentou sobre ele quando eu falei que eu pesnava que eu seria  (quanto eu!) daquelas mães que não deixariam os filhos horas a fio em frente à tv, daquelas que ficam a manhã toda sentada brincando com os filhos, inventando moda, fantasiando com eles sem que eles precisassem se entreter com a tv. E hj? Hoje a Lia passa horas e horas em  frente a tv! Hahaha Tá certo que é em frente à tv com milhares de brinquedos espalhados pela chão e ela fica brincando com eles com a tv ao fundo. Mas a tv TEM que estar ligada.

Ela tem verdadeira paixão, alucinação, loucura por dois palhacinhos chamados Patati Patatá. Eles são engraçadinhos, criativos, musiquinhas animadinhas e tal, tudo isso nas três primeiras vezes que vc assiste. Mas na ducentésima vc quer esganar os malditos palhaços! Vc se pega cantarolando as tenebrosas músicas na hora em que está cozinhando com o seu marido e tomando uma taça de vinho! Só que, por amor (e convenhamos, pra ela ficar quietinha entretida) eu vejo os tais dvds umas 6 vezes por dia. De verdade. SEIS.

Então criei a regra do Patati. Serão duas horas por dia, uma pela manhã e outra no fim do dia. Ela pode ver tv, ver outros desenhos mais educativos, mas não mais Patati. E quanto ela chora pedindo "Papatiiiiiiii", "Mamãe, Papatiiiiiiii"????? Chora, implora! A regra tem funcionado, felizmente. A outra mudança foi colocar uma tv no quarto dela com um dvd para que os palhaçóides só toquem por lá. Por dois motivos: um para que eu não tenha contato direto com os malditos; dois para que ela passe mais tempo no quarto dela que eu fiz com todo amor e carinho e é cheio de brinquedos!

Uma outra regra que eu preciso criar é pra mim mesma, pra ter coragem de acordar mais cedo e descer com ela para o parquinho, pegar um solzinho, etc. Eu faço isso com muuuuito menos frequência que gostaria, uma pena. Mas tenham piedade, já levanto algumas vezes à noite para dar mamá, não seria justo eu ter que madrugar para ir ao parquinho, né? Tá certo que, na teoria, eu devo ter dito que venceria o sono, que teria toda a energia do planeta e acompanharia as minhas filhas em suas brincadeiras, mas na prática, na hora do vamos ver não dá, infelizmente não dá pra fazer isso todo dia!

Ou seja, o livro tem toda razão. "Eu era uma ótima mãe até ter filhos"!

(Abaixo umas fotos da Lia brincando da sua maneira predileta: na água! Reparem nos biscoitinhos de polvilho, eles são "mergulhados" na piscina ou na xícara antes de irem à boca mais molhadinhos, digamos assim! Não pensem que já não imploramos para ela não beber água da piscininha, mas de que adianta? Rs É, mais uma vez a prática difere da teoria!)

Cólicas

É, a pequena sofre de cólicas. E não é pouco, é muito mais do que a Lia sofreu. Costuma durar boa parte do dia e, até 2 ou 3 noites eu podia dizer que, felizmente, as cólicas eram diurnas. Já não posso mais. ELa agora sofre também durante a madrugada e, obviamente, sofremos junto.

Já tentamos técnicas variadas. A de dar uma mamadeira grande pra ela dormir por mais tempo. A de dar várias pequenas para ela não ficar com o estômago muito cheio. O Luftal e suas variações, o Alivium, a bolsinha quente. Segurá-la de barriga pra baixo na palma da mão, deixá-la quase sentada no berço para não ter refluxo. Banhos e mais banhos. E nada dá jeito nas cólicas da pobrezinha. Ela se estica, se contorce, berra, chora.

Sofremos mais por não conseguir ajudá-la do que por ter que ouvir os gritos. Sofremos mais por vê-la pregada sem conseguir dormir do que por ficarmos pregados por varar a noite.

E não, não tentei chás pq não sou adepta a eles e nenhum pediatra nunca me indicou. Não tentei funchicória pq o pediatra de São Paulo deu uma aula anti-funchicória e acreditei nele apesar de ter sido usuária quando bebê e não ter sofrido nenhum dano. Então, sem essas possibilidades, acredito que as minhas tentativas se esgotaram.

A solução? Paciência, muita paciência. Paciência para "esperar os tão esperados" 3 meses. Esperar o sistema digestivo dela amadurecer. Esperar para que ela possa dormir mais, sorrir mais e sentir menos dor.

Agora, mais do que nunca, sou a favor da campanha com o Papai-do-céu de que todos os bebês já nasçam com 3 meses! Falo isso desde a chegada da Lia, mas me referia a ela ser tão indefesa, tão molinha, tão frágil no início. Agora acrescento a possibilidade de cianose pq a glote não fecha automaticamente antes dos 3 meses e, obviamente, por causa da maldita cólica!

Orgulho

Só um post pra dizer o quanto morro de orgulho de estar formando uma família tão linda e especial. "Estar formando" sim, eu ainda penso em ter um terceiro baby apesar do maridão ser super contra (ele fala isso, principalmente, nas manhãs seguintes de noites caóticas!). E "linda e especial" sim, não preciso nem explicar o uso dos adjetivos. Hahaha

Por toda a minha vida ouvi meu pai dizer que a família dele éramos ele, minha mãe, eu e meu irmão e confesso que por muito tempo discordei, eu achava que meus avós, tios e primos também eram da família. E são. Mas não são o núcleo familiar e era desse núcleo que meu pai falava. Formar o nosso próprio núcleo é uma das maiores realizações que podemos alcançar. Ter orgulho dele então, nem se fala!

Eu posso dizer que tenho duas princesas meigas, delicadas, foférrimas. Quer os outros achem ou não, sei que são. Não são choronas, não costumam fazer escândalos, não dão muito trabalho. Elas dão o trabalho normal que um bebê dá, nada além disso. Claro que às 3hs da manhã, quando a Marina choraminga para mamar e a Lia acorda com o choramingo da irmã porque está dormindo no nosso quarto, parece que elas dão trabalho. Mas não dão e eu não tenho do que reclamar.

Além das minhas duas bonequinhas tenho um maridão de fazer inveja. Lindo, apaixonante, com um coração enorme, não tem como eu não babar. São infinitas as qualidades dele, mas a maior e melhor é o companheirismo. Ele é meu parceiro em todas as formas. Ele ouve e dá pitaco nas minhas histórias, ele me acompanha nas invenções de moda, ele sonha meu sonho comigo e partilha os dele também. E, sei que como ele são poucos, faz tudo em casa. Ele cozinha pra nós dois, dá banho nas meninas, alimenta as meninas, troca as fraldas e roupas, lava as mamadeiras, faz as mamadeiras e acorda de madrugada para dar mamadeiras. Ele vai ao supermercado comigo sempre que eu quero e, o melhor, ao shopping também - e nunca reclama! Ele procura programas para nós dois, séries que nos encantem, filmes que assistamos juntos e ambos gostemos. E compra os vinhos que eu gosto. Claro que ele tem mais um montão de qualidades, mas essa é a que eu mais amo. E por essa, só por essa, eu não troco ele por nada.

Comprar e comprar e comprar

Há anos não sou uma pessoa consumista. Mais especificamente há 58 meses, desde que passei a morar com meu maridão. E não porque ele tenha costume de me podar, ou porque passamos a investir "todo" o nosso dinheiro, mas sim por mudança de hábito. Radical.

A mudança começou pq fomos morar juntos quando largamos os nossos empregos. Resolvemos tentar o projeto de tocar uma loja de móveis e, consequentemente, a renda se tornou uma. E não era assim uma reeeeenda, era uma rendinha. E o dinheiro, dos dois, foi direcionado para desejos e necessidades dos dois: manter a casa e fazer viagens. E assim continuou mesmo quando vimos que a loja não era a nossa praia e voltamos a ter empregos fixos. O dinheiro ia para casa e para as viagens. Aí veio a compra de um apartamento maior, a gravidez e nascimento da primeira cria, a mudança para Bauru, a gravidez e nascimento da segunda cria, etc, etc, etc. Sem falar nas trocas ocasionais de carros (talvez essa seja uma mania do maridão). Então, nada de consumismo.

Felizmente temos mães que são MUITO consumistas. A dele consome tudo para todos, a minha consome para os outros. E assim as nossas filhas têm guarda-roupas de dar inveja a muito adulto (a mim dá). Eu raramente preciso comprar uma peça de roupa para elas. E ai de mim se pensar em pedir para que elas dêem menos, elas me "desobedecem" e compram só umas coisinhas que elas viram e não podiam deixar de comprar!

E não tenho saudades dos tempos de compras. As poucas vezes em que saí em busca de alguma peça pra mim, rodei por várias lojas até achar alguma coisa que me agradasse. Cheguei ao ponto de ir ao outlet de Campinas (para quem não conhece, vale a pena, só marcas boas por preços honestos) e comprar uma mísera blusinha! Onde já se viu ir a um outlet e comprar só uma pecinha? Mas não, nada me apetece. E eu sigo não-consumista.

Portanto, a foto abaixo não é tão realista quanto seria em outras famílias. É verdade que as poucas coisas que eu compro são para as meninas, mas longe de "quebrar" o papai. No máximo, faz um arranhãozinho na conta bancária! (Comprei o body na gravidez da Lia e imaginei q teria muito mais gastos do q tenho - a não ser com Nan, leite integral e papinhas Nestlé, esses sim leval um dinheirão todo mês)


Pasalix

Eu ando pregada. Muito cansada mesmo. As meninas são uns amores, são lindas e gostosas, mas dão muito trabalho também. E eu não imaginava que seria tanto. Então, depois de dias e dias acordando várias vezes durante a noite, tanto pra Marina mamar quanto pq a Lia, às vezes, acorda durante a noite e dá um certo trabalhinho, pedi arrego. Isso mesmo, ar-re-go!

Meu pais vieram nos socorrer com a maior boa vontade, chegaram ontem, fim do dia. E eu e marido tivemos, enfim, a oportunidade de dormir a noite inteira, sem interrupções. Só que as pessoas nem sempre abraçam as oportunidades, não é mesmo? Meu corpo implorou, mas a cabeça discordou e continuou a mil. Resultado: deitamos, vimos um episódio de Criminal Minds (Ops, mais uma mania: seriados) e nos desligamos lá pelas 23h30. Não era tarde e eu calculei que dormiria por 10 horas seguidas. Rá. Rá. Rá.

Às 3h10 acordei para ir ao banheiro e pronto, desse ponto em diante não consegui mais dormir. Não houve técnica de relaxamento que funcionasse. Não houve corpo que conseguisse convencer a mente. E assim as horas, preciosas horas que deveriam ser muito bem aproveitadas dormindo, foram gastas com idéias e mais idéias borbulhando na minha cabecinha.

O saldo final foi um projeto de vida, da minha futura ocupação, elaborado. Quero abrir, no segundo semestre, uma loja e não tinha certeza do que venderia, do nome, do direcionamento, da abordagem, da decoração. E consegui decidir tudo essa noite.

Foi uma noite muito mal dormida, mas que no fim das contas, muito bem aproveitada.

Ah, só pra não correr o risco de não dormir esta noite, aproveitando que meus pais ainda estão aqui, tomei uma bela dose de Pasalix. Estou só esperando que faça efeito.

Mania de que?

Acabo de desligar o telefone com a minha sogra e, comentando sobre uma amiga em comum, dissemos "cada doido com a sua mania" quase ao mesmo tempo. Ao desligar fiquei pensando em qual seria a minha mania. Claro que já passei por várias, em diferentes fases da vida, mas atualmente não tenho tantas. Ou pelo menos é assim que eu gosto de pensar.

Tenho mania de comer pipoca de um jeito único, primeiro como todos os crocantes/pelinhas da pipoca, salvando os brancos/fofinhos numa bacia separada, depois de dar um super gole no refrigerante e "limpar" a boca da parte que menos gosto, saboreio - com enorme prazer - a parte branca da pipoca! Uma outra mania é dormir com a tv ligada, sem som, e com um travesseirão (daqueles que medem o mesmo que eu) sendo abraçado por mim de corpo inteiro, braços, pernas, pés. Mas a minha mania mais chamativa e intrigante é outra.

Há alguns anos venho colecionando-as e usando-as de acordo com a ocasião, porém, desde a gravidez da Lia, passei a usá-las diariamente. Primeiro porque são baixas, e eu morria de medo de virar o pé com um salto mais alto estando barriguda ou com um bebê nos braços. Segundo porque são muito confortáveis (há quem discorde). E terceiro, e mais importante, é porque são cheias de charme, estilo e a minha cara! Não consigo imaginar-me sem as minhas MELISSAS!

Para provar que o vício/mania é num grau acentuado, mostro a minha "pequena" coleção de 18 pares! DE-ZOI-TO! Até eu fiquei boquiaberta quando fui abrindo as caixas e colocando-as lado a lado para a foto abaixo! - Detalhe, são 19, mas um par de botas emprestei pra mami e não estão comigo -  E sabem o pior? Na minha última ida à loja já paquerei mais dois ou três modelos novos! Onde irei parar!



Enfim, nada mais real que "cada doido com a sua mania". Tenho certeza que todo mundo tem as suas também. E mais certeza ainda que ao longo da minha vida irei descobrir novas manias para acrescentar ao meu repertório.

P.S.: O pior é que a Lia está indo pelo mesmo caminho. Não tem nem 2 anos e já tem 5 pares! Rs