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Passeio no parque

Inventei uma mode e não tô dando conta dela. Estou, há várias semanas, fazendo um curso virtual de fotografia e o tema é "fotografando crianças". Soa muito legal, não? E é. Só que descobri que sou a única leiga da turma, crua mesmo. Todas as colegas têm máquinas profissionais, rebatedores, várias lentes, etc. Eu não. A minha máquina é bem legal e é o meu xodó, mas é só uma câmera boa de uma mãe babona. Só.

Toda semana tivemos lição de casa e me diverti tentando fotografar com tal luz, tal ângulo, tal ênfase. Mas tô penando com o maldito TCC. E é pra segunda. Ha-ha-ha. Só pode ser piada.

Pois bem, hj convoquei marido e filhas para um passeio no parque. Dia lindo, não tão frio. Preparei uma bolsa com manta pra jogar na grama, bolinhas coloridas (devidamente roubadas da piscininha da Lia) e bonecos do Patati e Patatá. Por que os bonecos? Porque eles eram o tema do meu TCC.

Perceberam o "eram"? A Lia cismou em não dar a menor bola para eles hoje. Como assim? Ela não os ama, adora, idolatra? Pois é, mas ela cismou. Com que mais ela cismou? Cismou em fazer bico, não olhar nenhuma vez para a mamãe, se recusar a ir em qualquer direção que pedíssemos. Só isso? Não, claro que não. Ela cismou também que queria um bola grande daquelas de parque mesmo que uma tia estava vendendo. E não teve Cristo que a fez mudar de idéia. Ok, ganhou a bola, quem sabe assim mamãe consegue fotos legais?

Mas mamãe falhou. As fotos não estão legais. Mamãe descobriu que, nessa idade, é quase impossível tirar fotos posadas, ainda mais em um lugar que proporcionasse tanta movimentação! E mamãe não é nada boa com fotos em movimento.



Tô arrasada. Vi que até conseguirei entregar o TCC, mas longe do que idealizei. Infelizmente. Resta-me esperar o próximo curso virtual e, assim, praticar, estudar, aprender...

A Lia? Não, a Lia não ficou satisfeita só com a bola. Ela queria também pular na cama-elástica. Mas isso ficou para o próximo passeio!

Dividindo tudo

A Lia anda tocando o terror! Tá uma pestinha muito gostosa e engraçada e eu me divirto com as coisas que ela apronta e tenta falar. Ela agora tá com mania de dividir tudo com a irmã ou, simplesmente, dar tudo para a Marina mesmo, sem egoísmo, com o coração aberto. Sei, sei.

A última dela foi dar pizza na boquinha da pequetita. Travessura detectada por um amigo nosso e um mal maior evitado a tempo. O pior é que a Lia tinha razão, Marininha lambia os beiços com o temperinho que ficou por lá quando foi tomada a sua minúscula fatia.

A Lia tem também o costume de dar (leia-se jogar) tudo para a irmã. Desde sapatos e brinquedos à uma inofensiva bola de soprar. E sempre entrega a irmã "Mamani, bó" (com a bola), ou "Mamani, neném" (com a boneca) e por aí vai, como se a pequetita tivesse se apossado de seus bens.

Hj chegando da escola é que me dei conta que a pobre "Mamani" estava coberta por uma enorme bexiga cor-de-rosa. E quando perguntei a Lia se ela havia jogado, ela prontamente respondeu que não com um sorriso malicioso no roso! Hahaha Não me contive e tirei algumas fotos daquele momento. Percebam a pose da Lia na cadeirinha, minha pequena ginasta, é só assim que gosta de andar em sua cadeirinha!



O melhor foi ouví-la falar "deixôver" depois d'eu tirar a foto apontando para o visor da câmera! A mamãe morreu de orgulho da pequena! (E mais tarde consegui que ela repetisse a frase mais 2 vezes para que o marido testemunhasse tb, assim tive certeza que não era ouvido de mãe coruja!)

Segunda filha

Não sei se com todas as mães é/foi assim, nem sei se é uma coisa boa ou ruim. Fato é que criar o segundo filho nunca é igual ao primeiro. Eu sempre defendi esta teoria, mesmo quando ainda não era mãe nem de uma.

Acredito que não criamos nem gêmeos da mesma maneira. Um será um pouco mais chorão que o outro e a atenção será diferente, ou a mãe terá mais paciência com o chorão imaginando que ele é mais carente ou terá menos paciência porque não suporta criança chorando. Ou um será mais guloso que o outro e o tempo passado juntos será diferente, a mãe terá que ficar com o comilão por mais tempo nos braços. E por aí vai.

Imaginem filhos de idades diferentes, uma época a família terá mais dinheiro e poderá desfrutar de um tipo diferente de passeio, ou o casamento estará numa fase melhor ou pior, ou o tempo que os pais passam em casa por trabalhar mais ou menos não é o mesmo, etc. Eu sempre achei que a criação era diferente.

Mas eu nunca tinha imaginado que seria TÃO diferente.

Vejamos o meu caso. Estou em casa full time com as duas. Não trabalho desde que engravidei da Lia e o tempo passado com elas é, relativamente, o mesmo. Acontece que, como diz o meu obstetra de São Paulo, o problema do segundo filho é o primeiro filho. E é.

A pobrezinha da Marina não ganha a mesma atenção que a Lia ganhou porque agora a atenção é dividida. E não é nem dividida igualmente já que, como a Marina não reclama, eu fico mais tempo brincando com a Lia, que reclama. A Marina ganha atenção pra mamar, trocar a fralda, tomar banho e balançar na cadeirinha. E eu tenho logo que voltar meus olhos e ouvidos para a mais velha.

Com a Lia eu tinha o maior prazer em escolher as roupinhas e colocá-las uma a uma, nunca repetindo em dias próximos ou para as mesmas pessoas verem. Com a Marina eu tb adoro escolher, mas é tudo mais rápido, mais corrido, é dar banho, vestir e pronto. Não tem aquela curtição.

E eu me sinto tãaaaao mal com isso. Tento curtir a minha pequenininha de todas as maneiras. Adoro ficar balbuciando com ela, andar com ela pela casa, ficar horas olhando pra ela na cama. Mas gostaria de poder fazer mais. Alguém tem alguma dica?

Agora há pouco, aproveitando que a Didi estava brincando com a mais velha eu fiquei brincando de fotografar a pequetitinha. Isso eu não quero fazer tão diferente. A Lia foi ultra clicada e tenho tentado manter um ritmo acelerado da câmera com a Marina tb. Não quero traumatizar a bebezuca quando ela ficar mais velha e der de cara com cds e mais cds de fotos da irmã. Isso não.

Dando início

Criei esse blog há uns 5 meses, mas não consegui/quis postar em nenhum momento. Sempre aparecia alguma coisa mais necessária/interessante para fazer e o blog ficava para escanteio. Por-tan-to, não se espantem se eu ficar alguns dias sem postar, mas contem com a minha força de vontade renovada para não deixar passar muito tempo sem colocar uma novidade por aqui.

Cá estou, em Bauru, com 2 filhotas crescendo e me divertindo (leia-se: me deixando louca). Viemos para cá em outubro último e desde então tenho tentado deixar a minha casa em ordem, fazendo com que a super empregada faça seu melhor trabalho e tenha a minha ajuda o quanto possível. Com uma acordando durante a noite e outra me consumindo durante o dia não sobra muito tempo pra casa, mas esse assunto é pra outro dia.

Minha intenção aqui é falar, basicamente, das minhas amadas, e tão desejadas, filhas. Tenho a Lia, que tem um ano e sete meses, é super ativa, simpática, linda, loira e gulosa. Tenho também a Marina, com 43 dias, descobrindo o mundo ao redor, ficando careca, linda e não menos gulosa. (Confesso que não sei de onde essas meninas tiraram essa gula toda! Rs) Cá estão as minhas preciosidades, que todos que acessam esse blog já devem conhecer!


Como não quero inundar o FB com fotos como tenho feito, pensei em abrir esse canal para poder colocar tantas quantas me der na telha, sem que o mundo todo receba notificações na sua página de relacionamento, nem fique acompanhando a minha vida tão de perto. Sendo assim, só algumas pessoas passarão por aqui e, no fim serão só as que importam.

Dito isso, começo hoje a minha sessão de colagens, tagarelices e afins. É mais um desabafo fotográfico meu que qualquer outra coisa.